terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
10 tratamentos médicos bizarros que ainda são usados
Séculos atrás, a comunidade médica acreditava que a cura para praticamente qualquer doença (de dores de cabeça a febre e prisão de ventre) era uma boa sangria. Embora você possa se sentir grato por ter nascido em uma época em que os tratamentos são, digamos, um pouco mais precisos, não se engane: há soluções desagradáveis que sobreviveram ao tempo (e provavelmente vão continuar entre nós por mais algumas décadas). Confira:
10. Veneno de abelha para tratar herpes
A apiterapia usa substâncias produzidas por abelhas (como mel e veneno) para tratar doenças e surgiu no século 19, quando o médico austríaco Philip Terc foi picado por um enxame e, para sua surpresa, percebeu que as dores que sentia por causa de reumatismo diminuíram consideravelmente.
Muita gente pode considerar essa terapia “natural demais”, mas isso não impede que médicos do mundo todo a utilizem para combater doenças como artrite, tendinite e herpes. Há até pesquisadores que buscam descobrir se o veneno de abelha pode ser usado no tratamento contra câncer. O problema é que alguns médicos preferem realizar apiterapia à moda antiga, fazendo com que os pacientes sejam picados por várias abelhas.
9. Larvas para remover tecido necrosado
O que aparenta ser uma solução desesperada de tempos de guerra é muito utilizada ainda hoje: larvas (devidamente esterelizadas, pelo menos) são colocadas sobre ferimentos abertos para se alimentar de tecido morto ou necrosado, evitando que a ferida piore. Em certos países, o tratamento é coberto por planos de saúde.
8. Parasitas intestinais para combater alergias
Na década de 1970, cientistas perceberam que países com altos índices de ancilostomíase (infecção pelo parasita intestinal Ancylostoma duodenale) apresentam relativamente poucos casos de alergias ou doenças autoimunes. Embora ainda não haja uma explicação para isso, há médicos (como os da empresa Autoimmune Therapies) que usam o parasita para tratar certos tipos de doença.
7. Folhas queimadas para tratar paralisia facial
A moxabustão é uma técnica antiga da medicina chinesa tradicional em que o médico coloca rolos de folhas secas de moxa sobre os ouvidos, a boca ou o rosto do paciente e os queimam. É uma espécie de “acupuntura térmica”, que aplica calor sobre pontos específicos do corpo.
6. Trepanação para diminuir pressão intracraniana
Perfurar o crânio de uma pessoa pode não parecer uma boa solução, mas é uma prática antiga que sobrevive há milênios (já foram encontrados crânios de 7 mil anos com buracos circulares nas laterais) e já foi usada para tratar de enxaquecas a doenças mentais. Hoje, a trepanação tem um uso mais restrito (reduzir a pressão causada por excesso de sangue em torno do cérebro), mas não deixa de ser um procedimento de certa forma perturbador.
5. Peixes vivos para combater asma
Há 160 anos a família indiana Bathini Gauds administra um tratamento pouco usual contra asma: engolir um peixe vivo e uma bolinha de remédio (a receita, claro, é secreta) e, nos 45 dias seguintes, ter uma dieta bastante estrita. Eles alegam que ao longo das décadas já curaram milhões de pessoas e que quase meio milhão o procuram todos os anos. O remédio e a dieta, tudo bem, entendemos. Mas onde entra o peixe vivo nessa história? O animal, dizem, vai limpando a garganta do paciente no caminho até o estômago. A Associação Médica da Índia não engoliu essa história e ameaça processar a família, a menos que ela revele a receita secreta do remédio.
4. Talidomida para tratar câncer
O nome desse medicamento causa calafrios em quem conhece sua história – na década de 1950, foi largamente usado para combater enjoo matinal de gestantes, e resultou no nascimento de mais de 10 mil crianças com graves deformações físicas, sendo que quase metade morreu nos primeiros meses de vida –, mas ele ainda assim “voltou das trevas” recentemente, desta vez para tratar câncer de medula óssea (no caso de mulheres, toma-se um cuidado especial para garantir que não estão grávidas).
3. Terapia eletroconvulsiva para tratar depressão crônica, bipolaridade
A ideia de induzir uma convulsão aplicando choques elétricos no paciente não parece das mais sensatas, mas foi usada por algumas décadas até a comunidade científica decidir que os efeitos colaterais (confusão, dores musculares, fraturas de ossos e perda de memória que podia durar por meses) não compensavam. Em 2001, contudo, a Associação Americana de Psiquiatria retomou o uso da terapia eletroconvulsiva, e quase todos os países do mundo seguiram seus passos.
2. Lobotomia para tratar epilepsia
Na década de 1930, pessoas com esquizofrenia e outras doenças mentais estavam sujeitas a passar por um dos tratamentos mais polêmicos da história, a lobotomia (em que as ligações do lobo frontal com outras regiões do cérebro são cortadas). Houve, ainda, um psiquiatra que realizou o procedimento usando um martelo e um formão, enfiado na cavidade ocular, passando por trás do olho do paciente. Duas décadas mais tarde, o tratamento perdeu espaço para remédios, mas até hoje é usado em casos extremos de epilepsia.
1. Exorcismo para tratar… qualquer coisa
A própria ideia de possessão demoníaca já é controversa (há quem acredite em maus espíritos, enquanto outros dizem que há uma explicação científica para todo o fenômeno), que dirá o tratamento (são necessários anos de estudo para se tornar um exorcista, aliás). Mesmo assim, não faltam relatos de casos de doenças mentais curadas por meio de rituais exorcistas. [Listverse]
Esposa de garçom inventa assalto para encobrir briga entre marido e enteado que resultou em morte em Vitória. Corpo foi encontrado na Ponte da Passagem
Esposa de garçom inventa assalto para encobrir briga entre marido e enteado que resultou em morte
Laércio Bispo Correia, de 35 anos, ligou para o criminoso na intenção de localizar o celular. Ele foi encontrado morto com golpes de faca
O Garçom Laércio Bispo Corrêa, 35 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (12), com uma facada na barriga, na ponte da passagem, em Camburi, Vitória.
De acordo com a esposa, que acionou a Polícia e foi ouvida pelos investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ele teria sido assaltado.
Ela disse que ele chegou em casa reclamando do assalto e dizendo que tinha reconhecido os bandidos. Pediu emprestado o telefone da enteada, para ligar no número dele, mas ela não deu.
Ele então teria insistido em tentar recuperar o telefone e saído atrás do criminoso. Pressentindo que algo de ruim pudesse acontecer, ela e a filha se esconderam no porão da casa. Algum tempo depois ele teria sido avisada da morte de Laécio.
Briga
Entretanto após investigação do crime policiais descobriram que a história do assalto foi inventada para encobrir uma briga de Laércio com o enteado, que o esfaqueou ainda dentro de casa.
A polícia ainda não sabe dizer como o corpo do garçom foi parar próximo da ponte da passagem. (Com informações de Almir Neto)
Fonte: A Gazeta
Fotos antes e o depois dos homens famosos
A importância de se apresentar bem, ter um estilo diferenciado, de ser um ícone de moda.É necessário recorrer a um profissional de beleza, acompanhe o antes e depois de famosos que assim que comecaram a fazer sucesso deram um grande Up Grade no visual e agora vivem na seleta lista dos mais sexy e poderosos do Brasil e do mundo.
José Loreto estreou na TV em Malhação, em 2005. De lá para cá, ele mudou bastanteo visual e se tornou galã de novela das 8h!
Bono Vox no final dos anos 1970, antes de liderar a banda U2
Com o passar dos anos, Murilo Benício tem mostrado vários visuais diferentes como esses em que o Galã sempre faz sucesso.
Sempre atento a moda, Eduardo Moscovis é outro que só ficou melhor com o passar do tempo.
O cantor faz sucesso desde criança, quando atuou em o “Clube do Mickey”, mas foi só quando entrou para a boyband N’sync é que ele adotou esse visual loiro e um tanto quanto diferente. Nesse ano, Justin Timberlake foi eleito um dos 50 caras mais sexy de 2010 pela revista Glamour.
Marcelo Faria antes de se tornar galã da Globo com os cabelos longos e o depois com um visual bem mais curto.
Na foto, Keanu Reeves, o ator de “Matrix” aparece bem mais novo e posando de modelo com o cabelo longo e bastante volume. Hoje, com os cabelos curtos e depois da fama de seus filmes, ele é considerado um dos melhores e mais famosos atores de Hollywood.

Jared Leto, o ator de “Minha Vida de Cão” e vocalista da banda 30 Seconds To Mars nem sempre foi mega reconhecido nas ruas. Ele se mudou para Los Angeles aos 21 anos e só aí é que começou a procurar emprego como ator. Enquanto não encontrava, investiu na carreira de modelo com os cabelos bem longos e agora com visual mais curto de acordo com cada personagem.
Thiago Martins era bem diferente em Da cor do Pecado, sua primeira novela, que foi ao ar em 2004
Patrick Dempsey com os cabelos ligeiramente mais longo no começo da carreira. Nos anos 1980, quando era astro de filmes como “Namorada de Aluguel”, estava bem longe de ser o galã que faz as mulheres suspirarem na série “Grey´s Anatomy”como um estilo mais curto e bem irregular.
José Loreto estreou na TV em Malhação, em 2005. De lá para cá, ele mudou bastanteo visual e se tornou galã de novela das 8h!
Bono Vox no final dos anos 1970, antes de liderar a banda U2
Com o passar dos anos, Murilo Benício tem mostrado vários visuais diferentes como esses em que o Galã sempre faz sucesso.
Sempre atento a moda, Eduardo Moscovis é outro que só ficou melhor com o passar do tempo.
O cantor faz sucesso desde criança, quando atuou em o “Clube do Mickey”, mas foi só quando entrou para a boyband N’sync é que ele adotou esse visual loiro e um tanto quanto diferente. Nesse ano, Justin Timberlake foi eleito um dos 50 caras mais sexy de 2010 pela revista Glamour.
Marcelo Faria antes de se tornar galã da Globo com os cabelos longos e o depois com um visual bem mais curto.
Na foto, Keanu Reeves, o ator de “Matrix” aparece bem mais novo e posando de modelo com o cabelo longo e bastante volume. Hoje, com os cabelos curtos e depois da fama de seus filmes, ele é considerado um dos melhores e mais famosos atores de Hollywood.
Jared Leto, o ator de “Minha Vida de Cão” e vocalista da banda 30 Seconds To Mars nem sempre foi mega reconhecido nas ruas. Ele se mudou para Los Angeles aos 21 anos e só aí é que começou a procurar emprego como ator. Enquanto não encontrava, investiu na carreira de modelo com os cabelos bem longos e agora com visual mais curto de acordo com cada personagem.
Thiago Martins era bem diferente em Da cor do Pecado, sua primeira novela, que foi ao ar em 2004
Patrick Dempsey com os cabelos ligeiramente mais longo no começo da carreira. Nos anos 1980, quando era astro de filmes como “Namorada de Aluguel”, estava bem longe de ser o galã que faz as mulheres suspirarem na série “Grey´s Anatomy”como um estilo mais curto e bem irregular.
Nove pessoas morrem em acidente com seis veículos. Imagens fortes
O feriado de carnaval terminou de forma trágica para oito pessoas na madrugada deste sábado (9), entre elas um casal e uma criança que eram do Espírito Santo. Elas morreram em um grave acidente envolvendo um ônibus da viação Águia Branca, dois caminhões e um carro de passeio no KM 953 da BR-101, em Mucuri, próximo à divisa do Estado com a Bahia.
Os três capixabas mortos são Windison Vieira Ravani, 26 anos, Carla Patrícia de Oliveira Paula, 39 anos, e Pietra Paula Ravani, de 5 anos.
De acordo com informações do policial rodoviário federal da Bahia Liomário Rossi, responsável pela ocorrência, além dois oito mortos, aproximadamente sete passageiros ficaram feridos. Não foi informado em quais veículos eles estavam. No ônibus estavam cerca de 40 passageiros.
Segundo Rossi, o acidente aconteceu quando a caminhonete S-10, que seguia no sentido Espírito Santo-Bahia, tentou fazer uma ultrapassagem em local proibido e bateu de frente com um caminhão que vinha em sentido contrário.
O caminhão perdeu o controle e colidiu com outro caminhão. Em seguida, este último veículo desgovernado também bateu em um Celta e com o ônibus da Viação Águia Branca que vinha de Teixeira de Freitas com destino ao município de São Mateus, norte do Estado.
A batida aconteceu pouco depois da meia-noite. De acordo com o policial, a S-10 e um dos caminhões envolvidos na colisão ficaram tombados na pista, o que deixou a via interditada até às 10 horas da manhã deste sábado.
Morreram ainda no acidente Renato Silveira Vicente Júnior, Cristiane Dias de Moura e Isabela Monecchi Oliveira Lopes, que estavam no Celta, além de mais uma pessoa que ainda não foi identificada pela PRF.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Sonhar com praia. Qual o significado?
Praia no sonho, simboliza o encontro entre os dois estados da mente. A areia simboliza o processo racional e mental, e o mar representa os aspectos irracionais, instáveis e emocionais de sua pessoa.
Sonhar que está na praia olhando o mar significa que: Possivelmente vão ocorrer mudanças importantes em sua vida.
Sonhar que que está na água olhando a praia significa que: Talvez vai regressar a uma situação ou um lugar que lhe é familiar. Por outro lado, talvez está numa fase de adaptação e aceitação de mudanças que tiveram lugar em sua vida.
Sonhar que está relaxado em numa praia significa que: Vai encontrar a paz e tranqüilidade nos próximos dias. Viverá menos estresse.
Sonhar que vê uma praia significa: prosperidade no lar, no trabalho e nos negócios.
Sonhar que esta em uma praia significa: melhoras vagarosas para todos.
Sonhar que está na praia e começa a se afogar significa que: Você está cheio de aborrecimentos e não está conseguindo fazer nada de produtivo por conta disso. Talvez seja a hora de tentar resolver tudo, mas com muita calma e sensatez.
Sonhar com praia também pode significar que o seu relacionamento com as pessoas pode melhorar muito. Se você acaba de entrar como novato em uma escola, faculdade ou até mesmo vizinhança, terá grandes chances de relacionar-se bem com os seus colegas de classe ou vizinhos.
Sonhar que está em alto mar pode representar o desejo que a pessoa tem por aventuras. Se o mar está agitado é sinal de que problemas surgirão e você ficará inquieto com isso. Sonhar com praia de areia branca, limpa, com águas tranqüilas: Progresso, sucesso e bem estar. Sonhar com praia suja e de águas revoltas: Sugere transtornos e perigos a enfrentar.
Sonhar que está na praia olhando o mar significa que: Possivelmente vão ocorrer mudanças importantes em sua vida.
Sonhar que que está na água olhando a praia significa que: Talvez vai regressar a uma situação ou um lugar que lhe é familiar. Por outro lado, talvez está numa fase de adaptação e aceitação de mudanças que tiveram lugar em sua vida.
Sonhar que está relaxado em numa praia significa que: Vai encontrar a paz e tranqüilidade nos próximos dias. Viverá menos estresse.
Sonhar que vê uma praia significa: prosperidade no lar, no trabalho e nos negócios.
Sonhar que esta em uma praia significa: melhoras vagarosas para todos.
Sonhar que está na praia e começa a se afogar significa que: Você está cheio de aborrecimentos e não está conseguindo fazer nada de produtivo por conta disso. Talvez seja a hora de tentar resolver tudo, mas com muita calma e sensatez.
Sonhar com praia também pode significar que o seu relacionamento com as pessoas pode melhorar muito. Se você acaba de entrar como novato em uma escola, faculdade ou até mesmo vizinhança, terá grandes chances de relacionar-se bem com os seus colegas de classe ou vizinhos.
Sonhar que está em alto mar pode representar o desejo que a pessoa tem por aventuras. Se o mar está agitado é sinal de que problemas surgirão e você ficará inquieto com isso. Sonhar com praia de areia branca, limpa, com águas tranqüilas: Progresso, sucesso e bem estar. Sonhar com praia suja e de águas revoltas: Sugere transtornos e perigos a enfrentar.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Reservatório nos EUA fica vermelho como sangue; veja o fenômeno
Fim dos tempos? Reserva no Texas ganha apelido de “lago de sangue” e depois seca. Veja imagens
O fenômeno é inédito e muitas famílias chegaram a sair da região ou estocar comida esperando o pior
A ÁGUA DO RESERVATÓRIO O.C. FISHER, NO TEXAS (EUA), QUE INEXPLICAVELMENTE FOI TINGIDO DE VERMELHO SANGUE (FOTO: DIVULGAÇÃO)
O fenômeno é inédito: do dia para a noite, a água do reservatório O.C. Fisher, no Texas (EUA), ficou vermelho sangue. Até então, o lago era normal como qualquer outro, de cor azul e repleto de peixes. Mas, há pouco mais de dois anos, o local – que fica dentro do Parque Estadual de San Angelo – começou a sofrer um período de seca que fez com que parte da água secasse. E então, em poucas horas, ela ficou completamente vermelha.
O caso virou um mistério na cidade e a população passou a achar que era um sinal do fim dos tempos, que o apocalipse estava próximo. Muitas famílias chegaram, inclusive, a sair da região ou estocar comida esperando o pior.
O LAGO GANHOU O APELIDO DE “BLOOD LAKE” (LAGO DE SANGUE) (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Até que veio a explicação científica: por conta da seca, que não cessou, houve uma proliferação muito rápida da bactéria Chromatiaceae, que é de cor vermelho-sangue e se reproduz em águas com pouco oxigênio. Por conta disso, o lago ganhou o apelido de “Blood Lake” (Lago de Sangue). Desde então, o problema só se agravou e, recentemente, a reserva secou por completo
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Falta de médicos põe em risco os foliões no Carnaval carioca
Escalas dos quatro hospitais municipais não terão reforços nos dias de folia. No sábado, quando 2 milhões de pessoas desfilam no Cordão da Bola Preta, apenas um neurocirurgião estará de plantão no Hospital Souza Aguiar, maior emergência do Rio e referência para a região central da cidade
Ano a ano, cresce a multidão que se diverte no carnaval carioca. Para a festa que começa oficialmente no sábado – mas que já movimenta a cidade há pelo menos dois fins de semana – são esperados cerca de 900.000 turistas no Rio, que se somam a outras centenas de milhares de moradores em blocos, bailes e nos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Esse fluxo de gente, capaz de reunir cerca de 2 milhões de pessoas nos desfiles dos principais blocos, como o Cordão da Bola Preta, que acontece no próximo sábado ao meio-dia, não é acompanhado, no entanto, de um esquema de atendimento de saúde compatível. O Sindicato dos Médicos do Rio, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) e a Comissão de Saúde da Câmara Municipal alertam que o quadro de médicos dos grandes hospitais públicos, insuficientes para o atendimento cotidiano da população, não está preparado para grandes eventos. E não há previsão de reforço nas emergências.
O mais tradicional dos blocos é um exemplo do descompasso entre público e disponibilidade de médicos. A escala do Hospital Souza Aguiar, maior emergência do Rio e referência para a região central da cidade, onde acontece o desfile do Cordão da Bola Preta, tem previsão de apenas um neurocirurgião para o sábado, durante o dia. O total de médicos na unidade, no horário em que o Bola Preta estiver ocupando toda a extensão da Avenida Rio Branco, é de 28 profissionais. A recomendação do Cremerj é de que cada plantão em dias normais tenha no mínimo dois neurocirurgiões, mas a Secretaria Municipal de Saúde informou ao site de VEJA que segue a recomendação do Ministério da Saúde, que prevê apenas um médico dessa especialidade, com “outros alcançáveis”, para a necessidade de deslocamento. O neurocirurgião entra em ação com frequência em casos de acidentes, tumultos, quedas. Estar alcançável durante o carnaval não é algo simples, dado o grande número de ruas bloqueadas e de mudanças no esquema de trânsito.
A falta de um neurocirurgião foi fatal para a menina Adrielly Vieira, 10 anos. A criança, atingida por um tiro na cabeça na noite do último Natal, foi obrigada a esperar por mais de oito horas por uma cirurgia. O único neurocirurgião escalado para a noite do Natal faltou o plantão e a criança não foi transferida. Adrielly morreu no dia 30 de dezembro.
A escala de plantão dos médicos nos quatro hospitais municipais do Rio, obtida pela reportagem do site de VEJA, é a da semana de 1º a 8 de fevereiro. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a tendência é de repetição desse quadro de médicos no Carnaval. A escala definitiva para o fim de semana do Carnaval só será divulgada na sexta-feira. Ou seja: há tempo de corrigir a distribuição, mas dificilmente há médicos para tornar o atendimento satisfatório em toda a cidade.
“Um neurocirurgião não pode dar plantão sozinho. Um acidente de carro, por exemplo, geralmente tem mais de uma vítima precisando ser avaliada ou operada. E se aquele único especialista de plantão estiver operando, o que ele faz? Ele tem que escolher quem ele vai salvar, quem ele vai atender primeiro. Isso é dramático. E o médico não estuda, não se forma para isso”, afirma a médica Márcia Rosa Araújo, presidente do Cremerj.
Na próxima sexta-feira, dia 8, a escala já divulgada prevê apenas um neurocirurgião para o plantão noturno do Hospital Souza Aguiar. Segundo a RioTur, são esperadas cerca de 24 mil pessoas em nove blocos na região central da cidade.
“A Secretaria não tem um planejamento específico para os dias de carnaval. Isso deveria existir porque a aglomeração de pessoas em locais concentrados nos blocos e nos desfiles e o uso de bebida alcoólica aumentam muito o risco de acidentes. E é preciso lembrar também que a demanda rotineira desses hospitais, já superlotados, com macas nos corredores e pacientes esperando cirurgias de emergência, não é interrompida no carnaval. As pessoas continuam sentido dores, enfartando, sofrendo quedas”, afirma Pinheiro.
No Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, não há neurocirurgiões escalados entre os dias 1º e 8 de fevereiro. O problema deve se repetir no carnaval, quando a região reunirá milhares de pessoas em blocos e nas praias. Nesta terça-feira, o médico Júlio Noronha, vice-presidente do Sindicato dos Médicos, afirmou que enviará um ofício para a chefe de polícia do Rio, delegada Marta Rocha, relatando a falta de médicos nas unidades de saúde. O objetivo, segundo Noronha, é evitar a prisão de médicos nas unidades de saúde. “Nosso objetivo é informar à chefe de polícia que os médicos não atendem a população com a rapidez necessária porque o número de médicos nas emergências é muito pequeno para a quantidade de pacientes. Mais de uma vez o sindicato precisou intervir para que um médico pudesse voltar ao hospital depois de ter recebido voz de prisão”, diz Noronha, acrescentando que além de atrasar ainda mais o atendimento, a prisão dos médicos faz com que eles não consigam voltar a atender naquele dia.
Em entrevista ao site de VEJA, em setembro de 2012, pouco antes do primeiro turno das eleições, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que a saúde era o principal problema da cidade. A afirmativa veio depois de uma pesquisa DataFolha apontar que 46% do eleitorado carioca acreditava ser a saúde o principal problema do Rio. “Se o Datafolha tivesse me entrevistado eram 47% (risos). Também diria que é o pior problema do Rio. Não tenho dúvida de que a saúde é o desafio da cidade. Mas vamos olhar o que encontramos e o que achamos. A saúde estava suborçada, com o piso exigido pela constituição. Tínhamos sofrido intervenção federal pelo descaso com a rede de saúde daqui. A gente vem promovendo uma grande revolução nessa área”, disse no ano passado.
O prefeito prometeu investir 70% do orçamento em saúde até o fim de sua nova gestão. “Há uma população desassistida ainda, que representa uma parcela importante. A rede ainda não está organizada da forma que gostaria. Poderia aqui apontar causa externa, como a pressão da região metropolitana ou investimento insuficiente em saúde. É a área que mais me dedico, é o principal problema, é o que mais faz o carioca sofrer. A saúde é o desafio do Brasil”, afirmou.
Por veja
Ano a ano, cresce a multidão que se diverte no carnaval carioca. Para a festa que começa oficialmente no sábado – mas que já movimenta a cidade há pelo menos dois fins de semana – são esperados cerca de 900.000 turistas no Rio, que se somam a outras centenas de milhares de moradores em blocos, bailes e nos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Esse fluxo de gente, capaz de reunir cerca de 2 milhões de pessoas nos desfiles dos principais blocos, como o Cordão da Bola Preta, que acontece no próximo sábado ao meio-dia, não é acompanhado, no entanto, de um esquema de atendimento de saúde compatível. O Sindicato dos Médicos do Rio, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) e a Comissão de Saúde da Câmara Municipal alertam que o quadro de médicos dos grandes hospitais públicos, insuficientes para o atendimento cotidiano da população, não está preparado para grandes eventos. E não há previsão de reforço nas emergências.
O mais tradicional dos blocos é um exemplo do descompasso entre público e disponibilidade de médicos. A escala do Hospital Souza Aguiar, maior emergência do Rio e referência para a região central da cidade, onde acontece o desfile do Cordão da Bola Preta, tem previsão de apenas um neurocirurgião para o sábado, durante o dia. O total de médicos na unidade, no horário em que o Bola Preta estiver ocupando toda a extensão da Avenida Rio Branco, é de 28 profissionais. A recomendação do Cremerj é de que cada plantão em dias normais tenha no mínimo dois neurocirurgiões, mas a Secretaria Municipal de Saúde informou ao site de VEJA que segue a recomendação do Ministério da Saúde, que prevê apenas um médico dessa especialidade, com “outros alcançáveis”, para a necessidade de deslocamento. O neurocirurgião entra em ação com frequência em casos de acidentes, tumultos, quedas. Estar alcançável durante o carnaval não é algo simples, dado o grande número de ruas bloqueadas e de mudanças no esquema de trânsito.
A falta de um neurocirurgião foi fatal para a menina Adrielly Vieira, 10 anos. A criança, atingida por um tiro na cabeça na noite do último Natal, foi obrigada a esperar por mais de oito horas por uma cirurgia. O único neurocirurgião escalado para a noite do Natal faltou o plantão e a criança não foi transferida. Adrielly morreu no dia 30 de dezembro.
A escala de plantão dos médicos nos quatro hospitais municipais do Rio, obtida pela reportagem do site de VEJA, é a da semana de 1º a 8 de fevereiro. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a tendência é de repetição desse quadro de médicos no Carnaval. A escala definitiva para o fim de semana do Carnaval só será divulgada na sexta-feira. Ou seja: há tempo de corrigir a distribuição, mas dificilmente há médicos para tornar o atendimento satisfatório em toda a cidade.
“Um neurocirurgião não pode dar plantão sozinho. Um acidente de carro, por exemplo, geralmente tem mais de uma vítima precisando ser avaliada ou operada. E se aquele único especialista de plantão estiver operando, o que ele faz? Ele tem que escolher quem ele vai salvar, quem ele vai atender primeiro. Isso é dramático. E o médico não estuda, não se forma para isso”, afirma a médica Márcia Rosa Araújo, presidente do Cremerj.
Na próxima sexta-feira, dia 8, a escala já divulgada prevê apenas um neurocirurgião para o plantão noturno do Hospital Souza Aguiar. Segundo a RioTur, são esperadas cerca de 24 mil pessoas em nove blocos na região central da cidade.
“A Secretaria não tem um planejamento específico para os dias de carnaval. Isso deveria existir porque a aglomeração de pessoas em locais concentrados nos blocos e nos desfiles e o uso de bebida alcoólica aumentam muito o risco de acidentes. E é preciso lembrar também que a demanda rotineira desses hospitais, já superlotados, com macas nos corredores e pacientes esperando cirurgias de emergência, não é interrompida no carnaval. As pessoas continuam sentido dores, enfartando, sofrendo quedas”, afirma Pinheiro.
No Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, não há neurocirurgiões escalados entre os dias 1º e 8 de fevereiro. O problema deve se repetir no carnaval, quando a região reunirá milhares de pessoas em blocos e nas praias. Nesta terça-feira, o médico Júlio Noronha, vice-presidente do Sindicato dos Médicos, afirmou que enviará um ofício para a chefe de polícia do Rio, delegada Marta Rocha, relatando a falta de médicos nas unidades de saúde. O objetivo, segundo Noronha, é evitar a prisão de médicos nas unidades de saúde. “Nosso objetivo é informar à chefe de polícia que os médicos não atendem a população com a rapidez necessária porque o número de médicos nas emergências é muito pequeno para a quantidade de pacientes. Mais de uma vez o sindicato precisou intervir para que um médico pudesse voltar ao hospital depois de ter recebido voz de prisão”, diz Noronha, acrescentando que além de atrasar ainda mais o atendimento, a prisão dos médicos faz com que eles não consigam voltar a atender naquele dia.
Em entrevista ao site de VEJA, em setembro de 2012, pouco antes do primeiro turno das eleições, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que a saúde era o principal problema da cidade. A afirmativa veio depois de uma pesquisa DataFolha apontar que 46% do eleitorado carioca acreditava ser a saúde o principal problema do Rio. “Se o Datafolha tivesse me entrevistado eram 47% (risos). Também diria que é o pior problema do Rio. Não tenho dúvida de que a saúde é o desafio da cidade. Mas vamos olhar o que encontramos e o que achamos. A saúde estava suborçada, com o piso exigido pela constituição. Tínhamos sofrido intervenção federal pelo descaso com a rede de saúde daqui. A gente vem promovendo uma grande revolução nessa área”, disse no ano passado.
O prefeito prometeu investir 70% do orçamento em saúde até o fim de sua nova gestão. “Há uma população desassistida ainda, que representa uma parcela importante. A rede ainda não está organizada da forma que gostaria. Poderia aqui apontar causa externa, como a pressão da região metropolitana ou investimento insuficiente em saúde. É a área que mais me dedico, é o principal problema, é o que mais faz o carioca sofrer. A saúde é o desafio do Brasil”, afirmou.
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