Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel, confirmou ao blog que um garoto de 17 anos irá se entregar à Justiça brasileira nesta segunda como autor do disparo de sinalizador que matou Kevin Douglas Beltran.
“Ele já queria se entregar na Bolívia, mas como estava sob responsabilidade da torcida, a primeira preocupação foi entregar o garoto para a família”, disse Cabral.
Segundo ele, o menor alega que houve um disparo acidental. Ele afirma ter comprado seis sinalizadores de um camelô na Rua 25 de Março, em São Paulo. Só que dois deles eram de um modelo que o torcedor não conhecia, disparado com a retirada de uma trava de segurança. O corintiano tentava descobrir como fazia o disparo quando houve o acidente.
“Ele nunca tinha usado esse tipo de sinalizador. Foi acidental, tanto que quase acertou os corintianos que estavam ao lado dele”, declarou o advogado.
O torcedor alega também que não houve revista na Bolívia e que os torcedores presos não sabiam de sua atitude. O advogado enviará as declarações e uma foto do menino na carteirinha da Gaviões para as autoridades bolivianas. Espera que a foto seja confrontada com imagens de TV para comprovar que ele foi o autor. Assim, o advogado acredita que conseguirá a liberação dos 12 que estão detidos.
Ao chegar no Brasil, o menor ouviu de sua mãe que ela o entregaria à Justiça, se ele não fizesse isso espontaneamente.
O garoto deve ser liberado após a confissão. Os bolivianos podem pedir sua extradição, mas as autoridades brasileiras não extraditam brasileiros.
Ainda de acordo com o advogado, faz cerca de dois anos que o garoto é membro da Gaviões. Ele estuda e trabalha.
12 torcedores corintianos foram presos na Bolívia, mas o garoto não estava nesse grupo. O jornal boliviano La Patria pulicou neste final de semana que dois desses torcedores seriam os responsáveis pelos disparos, enquanto os outros seriam cúmplices. Entretanto, o advogado da Gaviões afirma que foi o garoto de 17 anos que está aqui no Brasil o responsável. "Um segundo vídeo divulgado pela imprensa boliviana, que mostra com close a imagem do disparo, não deixa dúvidas de que o atirador é o garoto", disse Cabral. "Foi um disparo acidental", completou à Folha .
O Corinthians foi punido pela Conmebol pela morte de Kevin Espada e, como pena, ficará sem torcida nas partidas da Libertadores . A equipe diz que vai recorrer e já comentou a possibilidade de deixar a competição por achar a punição injusta.
As informações são do iG
Mostrando postagens com marcador Corinthians. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corinthians. Mostrar todas as postagens
domingo, 24 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Morte do torcedor no jogo entre San José e Corinthians. Inquérito concluiu que ação foi premeditada
O inquérito policial de sete páginas assinado pela fiscal de investigação Abigail Sala revela o nome dos dois torcedores corintianos indiciados como autores do disparo de sinalizador que matou o garoto Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, durante o jogo entre San José e Corinthians, quarta-feira, em Oruro. De acordo com o documento, os torcedores Cleuter Barreto Barros, de 24 anos, e Leandro Silva de Oliveira, conhecido como Soldado, de 21 anos, foram os responsáveis principais pelo acionamento do artefato que atingiu o menino morto.
O GLOBOESPORTE.COM teve acesso ao documento, que também diz que o disparo foi feito de forma premeditada, agravando a situação desses dois torcedores. Os outros dez vão responder como cúmplices de crime de homicídio.
De acordo com o documento, “um grupo de brasileiros que assistia à partida, de forma premeditada e com intenção de causar dano, dispara de forma direta um artefato explosivo contra o menor Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, causando-lhe a morte”. O protocolo da autópsia confirma que a causa do óbito foi o traumatismo craniano causado pelo impacto de um projétil cilíndrico de plástico.
O depoimento do primo de Kevin, que estava com ele na partida, dá mais detalhes sobre o ocorrido. Jonathan Trujillo Beltrán afirma: “senti um golpe de vento que arrancou a peruca que eu estava utilizando, parei para ver o que havia ocorrido e vi meu primo estendido sobre uma grade com um objeto alojado em seu olho. Chegaram policiais, levamos rapidamente ao Hospital Obrero, e lá me disseram que meu primo havia falecido”.
Cleuter Barreto Barros foi preso com três sinalizadores, um deles de base amarela com tampa vermelha, de número de série idêntico ao artefato que atingiu Kevin. A marca do sinalizador é “Para Red Rocket MK8A”, modelo “Flare Signal HGS40 30000”. Já Leandro Silva de Oliveira foi encontrado com um sinalizador que não teve a marca identificada.
Em relação aos outros dez presos, a fiscal Abigail Saba firmou em documento que houve colaboração para que o autor do disparo e os restos do sinalizador fossem ocultados. De acordo com o inquérito, “há gravações em vídeo por vários canais de televisão que mostram os torcedores levantando uma bandeira, ocultando o disparo realizado e também os restos do projétil pirotécnico, que não são vendidos em todo o estado boliviano”.
Dessa forma, os 12 indiciados estão respondendo por homicídio. A lei boliviana prevê pena de 5 a 30 anos caso o delito seja intencional, e de 6 meses a 3 anos em caso de homicídio culposo, sem intenção de matar. Todos estão presos na Penitenciária de San Pedro, em Oruro, e aguardam julgamento de recurso para saberem se poderão responder às acusações em liberdade.
Fonte : g1.com
O GLOBOESPORTE.COM teve acesso ao documento, que também diz que o disparo foi feito de forma premeditada, agravando a situação desses dois torcedores. Os outros dez vão responder como cúmplices de crime de homicídio.
De acordo com o documento, “um grupo de brasileiros que assistia à partida, de forma premeditada e com intenção de causar dano, dispara de forma direta um artefato explosivo contra o menor Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, causando-lhe a morte”. O protocolo da autópsia confirma que a causa do óbito foi o traumatismo craniano causado pelo impacto de um projétil cilíndrico de plástico.
Cleuter Barreto Barros foi preso com três sinalizadores, um deles de base amarela com tampa vermelha, de número de série idêntico ao artefato que atingiu Kevin. A marca do sinalizador é “Para Red Rocket MK8A”, modelo “Flare Signal HGS40 30000”. Já Leandro Silva de Oliveira foi encontrado com um sinalizador que não teve a marca identificada.
Em relação aos outros dez presos, a fiscal Abigail Saba firmou em documento que houve colaboração para que o autor do disparo e os restos do sinalizador fossem ocultados. De acordo com o inquérito, “há gravações em vídeo por vários canais de televisão que mostram os torcedores levantando uma bandeira, ocultando o disparo realizado e também os restos do projétil pirotécnico, que não são vendidos em todo o estado boliviano”.
Dessa forma, os 12 indiciados estão respondendo por homicídio. A lei boliviana prevê pena de 5 a 30 anos caso o delito seja intencional, e de 6 meses a 3 anos em caso de homicídio culposo, sem intenção de matar. Todos estão presos na Penitenciária de San Pedro, em Oruro, e aguardam julgamento de recurso para saberem se poderão responder às acusações em liberdade.
Fonte : g1.com
Marcadores:
Bolívia,
Corinthians,
Libertadores,
Oruro,
San Jose
Assinar:
Postagens (Atom)
