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sábado, 30 de março de 2013

Cão hermafrodita faz cirurgia de redesignação para se tornar exclusivamente fêmea

Um cão hermafrodita teve uma mudança de sexo para se tornar uma fêmea após veterinários perceberam que o animal nasceu com os órgãos de ambos os sexos.


Saira é um Staffordshire Bull Terrier e tem agora a chance de se tornar mãe após o rara caso de hermafroditismo - tão raros que não há estatísticas sobre casos existentes no Reino Unido - "Fará uma cirurgia para definição do sexo.

Aos dois anos de idade o proprietário, John Conchie, acreditava o tempo todo que seu cão era uma senhora até o veterinário informá-lo de outra forma, durante um check-up rotineiro.

De acordo com John, que tem 46 anos, Saira sempre teve interesse por "cães meninos" que ele não tinha motivos para suspeitar que algo estava errado.

O cirurgião de Manchester, que realizou sua cirurgia de redesignação revelou que ele ainda não havia se deparado com um hermafrodita canino durante seus 30 anos de prática.

Foi um raio-x que descobriu dois conjuntos de órgãos sexuais em Saira. Foram necessárias duas sessões separadas de cirurgia para concluir sua viagem à feminilidade.

Tão raro quanto a sua condição de Saira foi o caso de Georgie - outro Staffordshire bull terrier, curiosamente - que foi abandonado quando seu dono descobriu que o animal também era um hermafrodita .

Os Funcionários do Manchester Dogs Home descreveram que, após sua cirurgia de gênero, Georgie tomou sua existência entusiasticamente como "uma verdadeira dama", tremulavam suas pálpebras "para trilhar o seu caminho".


Fonte: metro.co.uk


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O Cão Pit Bull é realmente perigoso?

Embora muitos donos fiquem indignados com a acusação de que seus cachorros são “violentos por natureza”, estudos mostram que, de fato, cães da raça Pit Bull tendem a ser mais agressivos que outros cães.

Um deles, publicado em 2009 no periódico Plastic and Reconstructive Surgery  revelou que, entre os casos de ataques de cães que foram tratados no Hospital Infantil de Filadélfia (EUA) no período de 5 anos analisado pelos pesquisadores, quase 51% foram provocados por Pit Bulls, cerca de 9% por Rottweilers e 6% por mestiços das duas raças.

Outro, publicado no mesmo ano no American Journal of Forensic Medicine and Pathology,  mostrou que Pit Bulls, Rotweillers e Pastores Alemães eram responsáveis pela maior parte dos ataques fatais de cães no estado americano de Kentucky.

Em 2011, autores de uma pesquisa publicada no  Annals of Surgery relataram que “ataques realizados por Pit Bulls estão associados com maiores índices de morbidade, maiores custos hospitalares e maior risco de morte do que ataques de outras raças”. Para eles, “regulamentação rígida sobre [a criação de] Pit Bulls pode substancialmente reduzir os índices de mortalidade nos Estados Unidos relacionados com mordidas de cães”.


Má influência
Por mais que o Pit Bull tenha a tendência de desenvolver um comportamento mais agressivo, muitas vezes o problema está no dono. De acordo com um estudo publicado em 2006 no Journal of Interpersonal Violence, donos de cães de raças “violentas” têm maior propensão a serem condenados por crimes agressivos, uso de drogas, abuso de álcool, violência doméstica e crimes envolvendo crianças e armas de fogo.

Em 2009, um relatório publicado no  Journal of Forensic Sciences divulgou que “donos de cães violentos demonstraram significativamente mais comportamentos criminosos do que donos de outros cães”, além de demonstrar mais “busca por sensações e psicopatia primária”.

Dois anos mais tarde, nesse mesmo periódico,  outro estudo mostrou que “donos de cães violentos mostraram significativamente mais pensamento criminoso, alegação de direitos, sentimentalismo e superotimismo. Foram presos, se envolveram em brigas e usaram maconha com mais frequência do que donos de outros cães”.
Uma possibilidade então é a de que, por serem mais violentos, esses donos escolham cães considerados violentos e acabem os tornando, de fato, mais violentos.

Raça (não tão) definida

O nome “Pit Bull” se refere, na verdade, a três raças diferentes (mas relacionadas): a American Pit Bull Terrier, a American Staffordshire Terrier e a Staffordshire Bull Terrier. As três foram criadas a partir de cruzamentos com raças para caçar animais grandes e proteger rebanhos.
Embora os Pit Bulls tenham uma mordida extremamente forte, não há evidências de que suas mandíbulas possuam algum tipo de “trava”, ao contrário do que sugere um mito muito comum a respeito desses animais.

Seja como for, é importante que os donos tenham muito cuidado para não incentivar um comportamento agressivo em seus cães. “Eu digo às pessoas logo de cara: se você quer um cachorro do tipo que vai ao parque, um cachorro que você pode simplesmente deixar solto, por favor não pegue um Pit Bull”, conta Ami Ciontos, fundadora e presidente do grupo Atlanta Underdog Initiative, que resgata Pit Bulls abandonados. “Quero ter certeza de que quem quer que adote saiba sobre a raça. Nós queremos que entendam o estigma dela e que cuidem muito bem do animal”. [LiveScience]

sábado, 23 de junho de 2012

Top 10 mais populares raças de cães


Não há certeza nisso, mas as teorias mais aceitas pelos cientistas explicam que todos os cachorros do mundo descendem de um único ancestral: o lobo cinzento. Ao longo dos séculos, o homem foi fazendo cruzamentos e os animais foram sofrendo modificações, de forma que hoje existem numerosas raças diferentes de cachorro.
        

Nos Estados Unidos, existe um grande clube para registro de genealogias caninas. É o American Kennel Club (AKC). Todos os anos, eles divulgam uma lista com as raças mais populares da atualidade. Os dez cães a seguir estão entre os mais procurados para domesticação, motivo pelo qual são presenças constantes na relação da AKC. Confira:


10 – LABRADOR
No extremo nordeste do Canadá, existe uma província cheia de ilhas chamada Newfoundland and Labrador. Desta região foi originado este rápido e esperto cachorro, que há muito tempo auxilia os pescadores em seu trabalho de puxar a rede do mar e capturar os peixes que escapam.
Ao longo do tempo, o cruzamento com outras raças transformou o labrador em um excelente cão de caça. Embora pareça uma vantagem, essa mudança criou uma síndrome genética chamada “desmaio induzido pelo exercício” (EIC, na sigla em inglês), que é uma predisposição a cair morto de cansaço durante uma atividade física. 30% dos labradores carregam esse perigoso gene.
9 – PASTOR ALEMÃO
Este cão é o queridinho das autoridades: guardas civis, policiais e militares adoram ter a companhia de um pastor alemão para ingressar em missões arriscadas. É um cachorro antigo, originado na maior parte por raças que habitavam as zonas rurais da Alemanha. O “resultado final” apareceu na pequena cidade de Karlsruhe, em 1899, e chegou à América em 1907.
8 – YORKSHIRE
Depois de um cão médio e outro relativamente grande, vamos falar de um pequeno cachorrinho que virou febre em vários países, incluindo o Brasil. Ele faz parte do grupo de cachorros “toy” (brinquedo, em inglês), no qual também se encontram o chihuahua e o pinscher, devido ao tamanho. Ele raramente vai além dos 3 quilos.
Embora seja considerado “cachorro de madame”, o Yorkshire era usado na cidade de mesmo nome, durante o século XIX, para a pouco nobre missão de caçar ratos em depósitos de roupas.
7 – GOLDEN RETRIEVER
Este cão foi criado meticulosamente por um nobre escocês, Lord Tweedmouth, através do cruzamento de várias raças. Ele queria um cachorro hábil, adaptado ao clima da Escócia e fácil de treinar. Hoje, o Golden Retriever é reconhecido por ser um cão excelente tanto para caça quanto para resgate, razão pela qual é amplamente usado para ambas as funções.
6 – BEAGLE
Trata-se de uma raça antiquíssima, que já era usada na Inglaterra nos anos 1500 para farejar coelhos. Devido ao seu temperamento alegre, contudo, os beagles alcançaram grande carisma no continente americano, em parte graças a Snoopy, o mais ilustre representante dessa raça. O nome deriva do termo francês “be’geule”, que significa que o cachorro está latindo atrás de alguma caça.
5 – BOXER
A cara de carrancudo não é à toa: na Alemanha do século XIX, os boxers eram objetos de aposta em brigas de cachorro, além de ajudar camponeses a caçar grandes javalis. Ao longo do tempo, foi criando a imagem do cão que se fixa firmemente nas patas traseiras para encarar seus inimigos. Apesar disso tudo, seu temperamento é uma fama injusta. Quando bem tratado, o boxer é uma das raças mais dóceis e afetuosas do mundo, especialmente com crianças.
4 – BULDOGUE
Aqui vai um fato não muito comentado sobre o buldogue: seu nariz achatado, característico, o torna vulnerável a superaquecer quando faz muito calor. Como os cães controlam a temperatura através de suor pelo nariz, seu focinho curto dispõe menos área de troca de calor com o ar.
Até 1833, eram permitidas na Grã-Bretanha as rinhas de touro, na qual um boi era amarrado em uma área delimitada e os buldogues tinham que imobilizá-los. Levou um longo tempo para que o buldogue apagasse, na Europa e nos EUA, a fama de cachorro mal encarado e brigão, embora essa imagem continue sendo forte por aqui.
3 – DACHSHUND
Chamado de “linguicinha” em algumas regiões do Brasil, este pequeno e comprido cachorro é criado há mais de 500 anos na Alemanha. Foi concebido para combater texugos em áreas próximas a plantações. Hoje, para fins de catálogo, são subdivididos em dois grupos: o standard, que pesa de 7 kg a 14,5 kg, e o miniatura, que pesa no máximo 5 kg.
2 – POODLE
A pelagem encaracolada dos poodles tem uma explicação: quando os caçadores alemães os levavam por bosques cruzados por rios, eram os pelos enrolados que os ajudavam a se locomover mais facilmente na água. Ao longo do tempo, os poodles se tornaram os cachorros preferidos da realeza em várias cortes da Europa.
Em 2003, uma categoria de poodle (standard, os de tamanho maior) teve seu genoma completamente decodificado. O tipo de poodle mais famoso, no entanto, é o poodle toy, menorzinho e disponível em várias cores – muito embora, conforme cientistas apuraram em 2007, sejam todas variações do preto e do amarelo. Portanto, não existe nenhum poodle branquinho, apenas amarelo bem claro.
1 – SHIH TZU
Mais um no grupamento dos toy dogs. Sua postura imponente, de tronco empinado, fez com que fossem os cães preferidos das dinastias reais da China durante mais de mil anos. Sua descendência é simples: vem do cruzamento do pequinês com o lhasa apso ou com o tibetano montanhês. Durante a Primeira Guerra Mundial, soldados britânicos descobriram o Shih Tzu na China e a raça se espalhou para o mundo. [Live Science]